domingo, 2 de maio de 2010

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Quaestio
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“Um professor vai acompanhar uma vintena de alunos na visita a umas grutas. No caminho de regresso, o professor – um homem de cabeça bastante volumosa – fica preso numa passagem estreita, de maneira que as crianças não podem sair. Apenas se o mestre for decapitado, as crianças podem ser libertadas. Caso contrário, morrem."

Q:
Do ponto de vista da ética kantiana, seria correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças? Porquê?

8 comentários:

Anónimo disse...

No ponto de vista da ética Kantiana, não é correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças, porque segundo Kant respeitar um individuo é tratar o individuo como um fim em si mesmo e não tratar o professor como um meio para conseguir salvar as crianças, porque o professor não tem culpa de ter uma cabeça volumosa e como todos os seres humanos o professor merece viver.
Assim o professor, como um ser humano adquire dignidade e valor absoluto, não podendo neste caso usar-se a si mesmo como meio, apesar de isso poder custar muitas vidas.

Anónimo disse...

Segundo a Ética de Kant não seria correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças. A Ética de Kant mostra-nos que aquilo que devemos valorizar numa acção não são as consequências, se estas são boas ou más, mas sim qual a intenção da acção realizada.
Para uma acção ter valor moral terá de ser efectuada pelo sentido do dever. Uma acção não tem valor moral se esta é feita por sentimento ou por interesse próprio. Mesmo que nós tomamos uma boa acção se a realizarmos apenas devido aos nossos sentimentos esta mesma não é considerada uma acção com valor moral.
Uma acção é moralmente correcta se tiver sido praticada com a intenção de cumprir o dever. Não importa se as suas consequências vão ser boas ou más. Temos o seguinte exemplo: Uma criança está à beira da piscina a brincar e de repente caí na água, esta não sabe nadar, o que será mais correcto? Que uma pessoa que nem sequer sabe nadar nem tente salvar a criança para não piorar talvez as coisas ou uma pessoa mesmo não sabendo nadar tentar salvar a criança mesmo que pior as coisas? Segundo a Ética de Kant a decisão certa a tomar é tentar salvar a criança mesmo que não saiba nadar e mesmo que assim pior as coisas, pois a acção foi realizada devido a uma boa intenção, a acção feita tem valor moral.
Os nossos deveres são categóricos, ou seja, são absolutos e incondicionais, isto é, derivam de um princípio que todos os seres racionais têm de aceitar apenas porque são racionais, chamamos-lhe o IMPERATIVO CATEGÓRICO.
A Ética de Kant diz-nos que devemos valorizar a intenção e não as consequências pois nós somos responsáveis por coisas sobre quais exercemos algum controlo, são elas as intenções, enquanto as consequências de uma acção estão muitas vezes fora do nosso controlo.
Não devíamos sacrificar a vida do professor para salvar as crianças pois estaríamos a usar um meio para atingir um fim, o meio seria o professor e o fim o salvamento das crianças. As consequências da realização desta acção até poderiam ser boas, os 20 alunos ficariam salvos e só se perderia uma vida, mas a intenção não é correcta! Estaríamos a tomar esta decisão apenas devido ao interesse das crianças. O professor é um humano, não seria justo usar a sua vida, a vida de um humano como um fim. A Ética de Kant diz-nos que devemos agir apenas segundo uma máxima tal que possamos ao mesmo tempo querer que esta se torne numa lei universal.

Cindy Dos Santos Alves 10A nº10

Anónimo disse...

De acordo com a ética Kantiana tinhamos quatro pontos de vista:
-Poderiamos ir pelo verdadeiro motivo de o professor ter de ser decapitado, em que ele aceitava porque os seus sentimentos lhe dizem que não era uma atitude correcta deixar que todas aquelas crianças morrecem e ficarem apenas ele vivo, ou seja nao se deixar levar pelo beneficio pessoal.
-Por outro lado ele poderia deixar que o decapitassem para ser homenagiado ("ele deu a vida pelas crianças").
-Por outro lado temos o valor moral em que o que esta correcto, o "bem" é realmente dar a vida pelas crianças. Tem de ser efectuado pelo dever e nao por inclinação,sentimento ou beneficio pessoal. E neste caso a sua intenção seria moralmente correcta uma vez que terá sido feita com a intenção de cumprir o dever.
-Mas por outro lado pode não o fazer simplesmente pela sua "vontade" e deixar que todas aquelas crianças morram.

Como ser racional que o homem é, este professor tinha um dever, que o deve comprir apoiando-se numa vontade boa, agindo correctamente. Deve-o fazer concientemente e não como um meio para, por exemplo, ficar bem visto aos olhos de toda a gente.

Ana Nunes 10ºA Nº3

Anónimo disse...

De um ponto de vista de Kant esta situação não estava correcta porque segundo a lei de Kant é nosso dever nunca matarmos e que assim nos somos seres racionais isto é seguimos o nosso dever imperativo categórico...

Mas a melhor solução na minha opinião é resolver este enigma do ponto de vista utilitário que diz que nesta situação devemos sacrificar o professor porque assim se morresse toda a gente a DOR seria maior e segundo a ética utilitarista devemo-nos livrar o mais possivel de dor e ter maior felicidade e bem-estar...neste se morrer só um neste caso o prof a dor não seria tão grande.

Por isso no caso da ética de Kant morriam todos mas na minha opinião deviam seguir a ética utilitarista de Mill.

São situações destas a que se podem chamar situações da vida!

:D

Mikael 10ºA Nº20

Anónimo disse...

Do ponto de vista da ética kantiana não seria correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças.
A ética de Kant é uma teoria deontológica, sendo o seu principal critério o respeito pelo dever. Para um acto ter valor moral terá de ser efectuado pelo sentido do dever, ou seja, a obediência a princípios ditados pela razão. E nunca deverá ser efectuado por inclinações, sentimentos ou para benefício pessoal, isto é, para uma acto ter valor moral nunca deverá ser efectuado em prol do interesse pessoal.
Assim, se a vida do professor fosse sacrificada não estaríamos a agir segundo o dever, pois nenhum ser humano tem o direito de tirar a vida a outro.
Segundo Kant é importante valorizar as intenções e não as consequências. Seria moralmente correcto não sacrificar o professor porque estaríamos a agir com a intenção de cumprir o dever. Já não seria correcto sacrificar o professor para salvar os alunos porque, nesse caso, estaríamos a pensar nas consequências, a pensar no que poderia advir da nossa decisão.
Devemos agir segundo o dever (uma vontade boa). Qual dever? Uma vez que somos seres humanos racionais temos certos deveres, estes são categóricos, ou seja, absolutos e incondicionais. Neste caso, o nosso dever é não matar o professor. Estes deveres são absolutos e incondicionais porque derivam de uma princípio que todos os seres têm de aceitar, porque são racionais: o imperativo categórico. Este caracteriza-se pela fórmula da lei universal: “age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. Portanto, ao decapitar o mestre estaríamos a violar a fórmula da lei universal de Kant. De acordo com Kant, a nossa máxima seria que nunca devemos matar ninguém e que em todas as situações semelhantes a esta se proceda da mesma maneira. A fórmula do fim em si também caracteriza o imperativo categórico: “age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca como meio”. Assim, se matássemos o professor estaríamos a usá-lo como meio para salvar as crianças e não como um fim.
Sintetizando, de acordo com a ética de Kant jamais poderíamos tirar a vida do professor para a sobrevivência das crianças porque devemos agir segundo o dever e não tendo em conta as consequências. O dever (a máxima) seria que não devemos matar ninguém. Este dever é absoluto e incondicional porque deriva do imperativo categórico. Se não matássemos o professor estaríamos a seguir a máxima que é universal (fórmula da lei universal). Se o professor fosse sacrificado estaria a ser usado como um meio para assegurar a sobrevivência das crianças e não como um fim (violação da fórmula do fim em si).

Ana Luísa Santos 10.ºA n.º5

Rejane disse...

A teoria moral de Kant diz nos que uma acção só é boa quando o motivo que a determina for o respeito absoluto pela lei moral.
A ética Kantiana é uma ética denteológica uma vez que se cumpre o dever com o fim em si mesmo.
Do ponto de vista da ética Kantiana não seria correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças.
Apesar de ter a capacidade de escolher (livre arbítrio), a vontade nem sempre escolhe o dever. Apenas as acções que são feitas
pelo dever tornam a vontade boa.
Segundo Kant o dever era não matar o homem, é um direito humano, não devemos tirar a vida a ninguém em qualquer circunstância.
Segundo Kant valorizamos mais a intenção do que as consequências uma vez que só é razoável ser moralmente responsável pelas coisas
sobre o qual se exerce algum poder e as consequências das acções estão muitas vezes fora do nosso controlo.
O facto de não podermos matar o professor segundo Kant é o facto que somos seres vivos racionais, ou seja temos certos deveres.
Estes deveres são categóricos (absolutos e incondicionais), derivam de um prencipio que todos nós temos de aceitar, só porque somos racionais.
Como pessoa, o ser humano adquire dignidade e valor absoluto, não podendo usar se a si mesmo , nem aos outros como meio.
Apesar de isto tudo , a teoria de kant não nos dá soluções, ou seja, é vazia.
A sua teoria só oferece uma forma, uma estrutura de como devemos encarar os juizos morais, mas não apresenta soluções.
Kant também não dá muito valor as consequências , o que não é lá muito correcto uma vez que neste caso as consequências seriam melhores se
matassemos o professor para salvar as crianças. Ou seja segundo a ética utilitarista que é uma ética oposta á ética de kant,
temos de avaliar as diferentes situações e ver qual delas tem as melhores consequências e traz mais felicidade para todos, o que não acontece
na ética de Kant.

AF3 disse...

Immanuel Kant, filosofo alemão, enunciou o Imperativo Categórico que se sustenta em dois princípios fulcrais, em que um deles, a Fórmula da Lei Universal, procura a universalidade, apelando ao ser humano “age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal”, e o outro, a Fórmula do Fim em Si, exige o respeito dizendo ao indivíduo “age de tal maneira que uses a tua humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio”. Considero importante referir, para tal problema, o carácter qualitativo dado por Kant à vida humana, sendo menosprezável aos seus olhos a quantidade.
Visados os elementos sine qua non seria possível responder a tal questão sob o ponto de vista do germânico filósofo, respondo monossilabicamente à questão “Do ponto de vista da ética kantiana, seria correcto sacrificar a vida do professor para salvar as crianças?”: não!
Na minha interpretação da teoria de Kant, conhecendo-se apenas a Fórmula da Lei Universal, poder-se-ia decapitar o docente pois, convenhamos, o problema refere um indivíduo que morrerá de alguma maneira, não que as crianças sejam imortais mas digo, o professor não sairá daquela situação com vida, enquanto existe uma possibilidade das crianças saírem, ou seja, temos um, saliento um, individuo que se não for decapitado levará ao término da vida de, pelo menos, duas ou mais crianças, acabando por morrer naquele sítio tal indivíduo de qualquer modo. Vejamos, morre um e salvam-se vários, vários que neste caso são crianças que têm um futuro e um mundo por descobrir e usufruir, logo, à priori, a Fórmula da Lei Universal vai de acordo com isto pois sacrificar a vida de um único para salvar vários pode ser algo universal e dava um saldo positivo, no entanto, existem dois elementos contra tal máxima: o facto da visão qualitativa de Kant face à vida humana e a Fórmula do Fim em Si, levando isto à resposta negativa face à pergunta supracitada pois para Kant, embora numa situação só morresse um ser humano e noutra morressem vários, não devemos matar, logo o professor não deveria ser morto para a preservação vital da futura geração, pois para tal preservação, a finalidade da morte do professor, ser executada este docente seria utilizado como meio o que vai contra a Fórmula do Fim em Si.
Assim alcanço o fim da minha resposta a esta Quaestio.

Anónimo disse...

do ponto de vista kantiano não era correcto porque para sacrificar o professor estávamos a ir contra uma máxima categórica, ou seja, um dever absoluto e incondicional que derivam de um princípio que todos os seres racionais têm de aceitar, só porque são racionais. segundo a teoria de Kant a intenção é mais importante do que as consequências e nesta situação a intenção é matar o professor e as consequências salvar os alunos o que, segundo esta teoria não podemos matar o professor porque não está certo.

Davide Alves Coelho 10ºD NUMERO 24